PESSOA COM SURDEZ
Nas últimas décadas têm-se
acentuado os estudos sobre a concepção das pessoas surdas, as descrições em torno da sua língua, as
definições sobre as políticas educacionais.
Nos textos disponibilizados para
leitura observam-se as representações dos ouvintes sobre a surdez e
sobre as pessoas surdas, a partir do qual o
surdo está obrigado a olhar-se e a narrar-se como se fosse ouvinte.
As
escolas também pautadas no oralismo que é uma forma institucionalizada do ouvintismo continuam sendo, ainda hoje, discursos hegemônicos em
diferentes partes do mundo. O uso
concomitante das duas línguas não existe o enfoque de dar a “identidade surda”
para o sujeito.
A
constatação que estes dois enfoques oralista puro e a aquisição da língua oral
deixaram muito a desejar, além de uma realidade
que ainda hoje é bem visível, a comunicação gestual nunca deixou de
existir entre os surdos.
Segundo
Sá (1999), os dois enfoques não dá o devido valor a Língua dos Sinais e ocasionam
déficits cognitivos, sócio afetivos, linguísticos, político culturais e na
aprendizagem da pessoa surda.
Todos
estes acontecimentos fez que uma nova época se iniciasse dentro do processo
educativo das pessoas surdas. É imprescindível assinalar a abordagem bilíngue
na educação das pessoas surdas.
O que é a
educação bilíngue do surdo afinal?
A
abordagem educacional por meio do bilinguismo capacita a pessoa com surdez a
utilizar as duas línguas no cotidiano escolar e na vida social (A Língua dos
Sinais e a Língua da comunidade ouvinte).
Ao optar-se em
oferecer uma educação bilíngue, a escola está assumindo uma política
linguística em que duas línguas passarão a coexistir no espaço escolar. Além
disso, também será definido qual será a primeira língua e qual será a segunda
língua, bem como as funções em que cada língua irá representar no ambiente
escolar. Pedagogicamente, a escola vai pensar em como estas línguas estarão
acessíveis às crianças, além de as demais atividades escolares. As línguas
podem estar permeando as atividades escolares ou serem objetos de estudo em
horários específicos dependendo da proposta da escola. Isso vai depender de
“como”, “onde”, e de que “forma” as crianças utilizam as línguas na escola.
(MEC/SEESP, 2006)
Neste sentido é muito significativo que o currículo da escola
regular seja apresentado ao surdo na língua dos sinais por pessoas surdas ou
ouvintes que a conheçam bem e não ministrado com a língua oral.
Na educação bilíngue não se deve
usar métodos bimodais, simultâneos ou língua oral sinalizada.
Ao utilizar a abordagem bilíngue na
escola, estamos ajudando as pessoas surdas a terem o acesso ao conhecimento,
potencialidade de
aquisição e desenvolvimento da língua de sinais, um melhor
entrosamento na sociedade e que haja um melhoramento contínuo na sua vida
social, educacional, recreativa, econômica e religiosa.
