terça-feira, 11 de março de 2014


PESSOA COM SURDEZ


Nas últimas décadas têm-se acentuado os estudos sobre a concepção das pessoas surdas, as descrições em torno da sua língua, as definições sobre as políticas educacionais.
Nos textos disponibilizados para leitura observam-se as representações dos ouvintes sobre a surdez e sobre as pessoas surdas, a partir do qual o surdo está obrigado a olhar-se e a narrar-se como se fosse ouvinte.
As escolas também pautadas no oralismo que é uma forma institucionalizada do ouvintismo continuam sendo, ainda hoje, discursos hegemônicos em diferentes partes do mundo. O uso concomitante das duas línguas não existe o enfoque de dar a “identidade surda” para o sujeito.
A constatação que estes dois enfoques oralista puro e a aquisição da língua oral deixaram muito a desejar, além de uma realidade  que ainda hoje é bem visível, a comunicação gestual nunca deixou de existir entre os surdos.
Segundo Sá (1999), os dois enfoques não dá o devido valor a Língua dos Sinais e ocasionam déficits cognitivos, sócio afetivos, linguísticos, político culturais e na aprendizagem da pessoa surda.
Todos estes acontecimentos fez que uma nova época se iniciasse dentro do processo educativo das pessoas surdas. É imprescindível assinalar a abordagem bilíngue na educação das pessoas surdas.
O que é a educação bilíngue do surdo afinal?
A abordagem educacional por meio do bilinguismo capacita a pessoa com surdez a utilizar as duas línguas no cotidiano escolar e na vida social (A Língua dos Sinais e a Língua da comunidade ouvinte).
Ao optar-se em oferecer uma educação bilíngue, a escola está assumindo uma política linguística em que duas línguas passarão a coexistir no espaço escolar. Além disso, também será definido qual será a primeira língua e qual será a segunda língua, bem como as funções em que cada língua irá representar no ambiente escolar. Pedagogicamente, a escola vai pensar em como estas línguas estarão acessíveis às crianças, além de as demais atividades escolares. As línguas podem estar permeando as atividades escolares ou serem objetos de estudo em horários específicos dependendo da proposta da escola. Isso vai depender de “como”, “onde”, e de que “forma” as crianças utilizam as línguas na escola. (MEC/SEESP, 2006)

Neste sentido é muito significativo que o currículo da escola regular seja apresentado ao surdo na língua dos sinais por pessoas surdas ou ouvintes que a conheçam bem e não ministrado com a língua oral.
Na educação bilíngue não se deve usar métodos bimodais, simultâneos ou língua oral sinalizada.
Ao utilizar a abordagem bilíngue na escola, estamos ajudando as pessoas surdas a terem o acesso ao conhecimento, potencialidade de aquisição e desenvolvimento da língua de sinais, um melhor entrosamento na sociedade e que haja um melhoramento contínuo na sua vida social, educacional, recreativa, econômica e religiosa.