quarta-feira, 9 de julho de 2014

REFLEXÃO SOBRE O TEXTO "MODELO DOS MODELOS" de Italo Calvino

Após ler o texto modelo dos modelos e refletir sobre as palavras do autor faço uma análise que me leva a pensar e repensar a prática da sala de AEE. Em um tempo não muito distante não existia salas de AEE e sim classes especiais onde se buscava padronizar o aluno, ele teria que responder igual no mesmo tempo que o grupo em que ele estivesse inserido.  Neste contexto onde estava inserido não se respeitava seu tempo de aprendizagem. Inúmeras vezes eram feitas tarefas maçantes com um único objetivo buscar a padronização tentando encaixá-lo em um modelo em que se acreditava ser o correto o único. Com o tempo percebe-se que o conceito e as expectativas em relação a este aluno vêm se transformando, ainda mais quando se remete ao seu desempenho escolar. As classes especiais aos poucos vão dando lugar as salas de AEE e não é apenas uma mudança de nomenclatura e sim uma mudança de trabalho, objetivos, expectativas, de visão a cerca da educação especial e do Atendimento Educacional Especializado.
Hoje se trabalha pensando na realidade do aluno, suas potencialidades, o que ele sabe e o que ele precisa saber. A partir desde conhecimento traçasse um plano individual de Atendimento Educacional Especializado utilizando técnicas variadas não para tornar o aluno que seja próximo ao que se intitula normal, mas sim um aluno que tem muito a oferecer a aprender em seu tempo e com suas condições e limitações.

domingo, 1 de junho de 2014

RECURSOS E ESTRATÉGIAS PARA AUXILIAR O ALUNO TGD

PRANCHA DE COMUNICAÇÃO
 A Prancha com Símbolos PCS (Picture Communication Symbols) traduzido no Brasil como Símbolos de Comunicação Pictórica.É um recurso de comunicação Alternativa e se destina para alunos com TGD (Transtorno Global do desenvolvimento) neste caso para alunos autistas em idade escolar.
É um recurso que possui desenhos simples e claros, de fácil reconhecimento, combináveis com outras figuras e fotos para a criação de recursos de comunicação individualizados.

Os símbolos da Prancha de Comunicação servem para auxiliar o aluno TGD em casa estabelecendo comunicação e na escola com o objetivo de inserir na prancha conteúdos dados pela Professora da sala de aula ou AEE.
O professor poderá trabalhar atividades de sequência lógica,atividades de vida diária e também conteúdos planejados e desenvolvidos em sala de aula. As pranchas de comunicação encontram-se disponíveis no site www.assistiva.com.br.



ATIVIDADE  NO PÁTIO

Esta atividade é bem simples. O objetivo é trabalhar limite, equilíbrio, coordenação com combinação de vários movimentos. O foco inicial foi a sequência numérica. Inicia-se dando a sequência, após andando nas sequências, começa na ordem crescente depois na decrescente, acrescenta-se a bola passando de mão em mão, jogando para cima e agarrando etc. Os bambolês facilitam a percepção do limite, os numerais grandes colaboram na visualização e memorização da sequência, as sequências com a bola enriquecem a atividade tornando-a mais desafiadora.

terça-feira, 22 de abril de 2014

INFORMANDO.....

                                                  SURDOCEGUEIRA 

Conviver com a Surdocegueira é se defrontar com um mundo totalmente diferente e muito rico de experiências, exige conhecimento de técnicas especificas para que se possa desbravá-lo com mais habilidade e eficiência. É uma terminologia adotada mundialmente para se referir a pessoas que tem perdas visuais e auditivas concomitantes em graus diferentes. De acordo com Lagati (2005)  a surdocegueira não é o simples somatório da surdez e deficiência visual, mas sim uma deficiência singular que apresenta concomitantemente a deficiência visual e auditiva em diferentes graus, justificando assim o uso do termo sem o hífen para que a surdocegueira seja reconhecida como uma categoria. A pessoa surdacega utiliza várias formas de comunicação para interagir, acessar as informações e desenvolver técnicas de orientação e mobilidade para explorar e conhecer o seu ambiente.
A surdocegueira pode ser: 
a)    Surdocegueira congênita: quando a criança nasce Surdocega ou adquire a surdocegueira nos primeiros anos de vida antes da aquisição de uma língua (português ou Libras – Língua Brasileira de Sinais). Um exemplo mais frequente destes casos é a criança com sequelas da síndrome da rubéola congênita, que é um vírus existente com surtos em final de Inverno e Primavera.
b)    Surdocegueira adquirida: quando a pessoa ficou surdocega após a aquisição de uma língua, seja oral ou sinalizada. Os exemplos mais frequentes deste grupo são pessoas com síndrome de usher que é uma doença genética.

                  DEFICIÊNCIA MÚLTIPLA

Segundo (MEC/SEESP,2002) São consideradas pessoas com deficiência Múltipla aquelas que “têm mais de uma deficiência associada. É uma condição heterogênea que identifica diferentes grupos de pessoas., revelando associações diversas de deficiências que afetam, mais ou menos intensamente, o funcionamento individual e o relacionamento social.”
Estas pessoas apresentam características específicas comportamental em idades variadas. Os profissionais que atendem essa clientela devem elaborar situações de aprendizagem significativas para alcançar resultados positivos na inclusão destes alunos.
Para o atendimento destes alunos e para ter êxito no processo ensino aprendizagem o afeto é o primeiro passo, também, é necessário antecipação de acontecimentos e ter diferentes formas de comunicação (códigos), bem como a comunicação receptiva e expressiva. Isso somente é possível no momento que considero alguns pontos no aluno como a vivência, tipo de comunicação (oral, Braille ou Libras), como ele se expressa, seu vocabulário (nível de compreensão), como ele se comunica e sua compreensão do contexto ( como ele entende tudo isso).
O grande obstáculo para as pessoas surdocegas e de deficiência Múltipla é admitir que têm que aprender novas destrezas. Eles precisam de motivação e diferentes estímulos para desenvolver o processo ensino aprendizagem. O Plano de AEE tem que contemplar a interação com o meio ambiente, ter a família com parceira em todos os momentos e principalmente saber respeitar a forma de aprendizagem de cada aluno, de cada ser humano.

terça-feira, 11 de março de 2014


PESSOA COM SURDEZ


Nas últimas décadas têm-se acentuado os estudos sobre a concepção das pessoas surdas, as descrições em torno da sua língua, as definições sobre as políticas educacionais.
Nos textos disponibilizados para leitura observam-se as representações dos ouvintes sobre a surdez e sobre as pessoas surdas, a partir do qual o surdo está obrigado a olhar-se e a narrar-se como se fosse ouvinte.
As escolas também pautadas no oralismo que é uma forma institucionalizada do ouvintismo continuam sendo, ainda hoje, discursos hegemônicos em diferentes partes do mundo. O uso concomitante das duas línguas não existe o enfoque de dar a “identidade surda” para o sujeito.
A constatação que estes dois enfoques oralista puro e a aquisição da língua oral deixaram muito a desejar, além de uma realidade  que ainda hoje é bem visível, a comunicação gestual nunca deixou de existir entre os surdos.
Segundo Sá (1999), os dois enfoques não dá o devido valor a Língua dos Sinais e ocasionam déficits cognitivos, sócio afetivos, linguísticos, político culturais e na aprendizagem da pessoa surda.
Todos estes acontecimentos fez que uma nova época se iniciasse dentro do processo educativo das pessoas surdas. É imprescindível assinalar a abordagem bilíngue na educação das pessoas surdas.
O que é a educação bilíngue do surdo afinal?
A abordagem educacional por meio do bilinguismo capacita a pessoa com surdez a utilizar as duas línguas no cotidiano escolar e na vida social (A Língua dos Sinais e a Língua da comunidade ouvinte).
Ao optar-se em oferecer uma educação bilíngue, a escola está assumindo uma política linguística em que duas línguas passarão a coexistir no espaço escolar. Além disso, também será definido qual será a primeira língua e qual será a segunda língua, bem como as funções em que cada língua irá representar no ambiente escolar. Pedagogicamente, a escola vai pensar em como estas línguas estarão acessíveis às crianças, além de as demais atividades escolares. As línguas podem estar permeando as atividades escolares ou serem objetos de estudo em horários específicos dependendo da proposta da escola. Isso vai depender de “como”, “onde”, e de que “forma” as crianças utilizam as línguas na escola. (MEC/SEESP, 2006)

Neste sentido é muito significativo que o currículo da escola regular seja apresentado ao surdo na língua dos sinais por pessoas surdas ou ouvintes que a conheçam bem e não ministrado com a língua oral.
Na educação bilíngue não se deve usar métodos bimodais, simultâneos ou língua oral sinalizada.
Ao utilizar a abordagem bilíngue na escola, estamos ajudando as pessoas surdas a terem o acesso ao conhecimento, potencialidade de aquisição e desenvolvimento da língua de sinais, um melhor entrosamento na sociedade e que haja um melhoramento contínuo na sua vida social, educacional, recreativa, econômica e religiosa.